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Cadeira para restaurante de hotel: do café da manhã ao jantar

Como escolher cadeira para restaurante de hotel: largura, braço, estofado, acabamento e quantidade, com medidas reais de catálogo e exemplos de obras entregues.

CorporativoPor Dall MóveisLeitura — 12 min

A cadeira para restaurante de hotel precisa funcionar em turnos muito diferentes: o café da manhã cheio, com gente levantando a cada dois minutos para o buffet, e o jantar à la carte, em que o hóspede fica sentado por uma hora ou mais. A especificação certa parte da largura que cabe na mesa, do revestimento que aguenta a limpeza diária e da quantidade calculada pelo pico do café, não pelo número de apartamentos. Abaixo estão os critérios, as medidas reais de catálogo e os erros que mais aparecem em projetos de hotelaria.

O que a cadeira para restaurante de hotel enfrenta

Um restaurante de rua tem dois picos por dia e um público que escolheu estar ali. O restaurante de hotel abre cedo, serve o café para quase todos os hóspedes numa janela curta, muitas vezes vira salão de almoço executivo e, à noite, precisa parecer um restaurante de verdade. Em muitos hotéis, o mesmo salão ainda recebe coffee break de evento e grupo de excursão.

Para a cadeira, isso significa três exigências que nem sempre andam juntas. No café, ela é puxada, empurrada e arrastada o tempo todo, e precisa ser fácil de mover. No jantar, precisa ser confortável o bastante para uma refeição longa. Entre um turno e outro, precisa aguentar a limpeza da governança, que costuma ser mais pesada do que a de um restaurante comum.

Por isso a pergunta não é qual cadeira é mais bonita, e sim qual cadeira resolve o turno mais exigente sem comprometer os outros. Em geral, o turno mais exigente é o café da manhã.

Medidas da cadeira e da mesa: o que conferir

A medida que define quantos lugares cabem no salão é a largura da cadeira. Uma referência usual de projeto é reservar cerca de 600 mm de largura de tampo por pessoa. Cadeiras sem braço costumam ficar abaixo disso; cadeiras com braço chegam perto ou passam, e é aí que a conta da mesa começa a apertar.

Na altura, a faixa comum para mesa de refeição vai de 750 a 780 mm, e as mesas de jantar do catálogo da Dall têm 770 mm. O assento da cadeira de jantar costuma ficar entre 450 e 480 mm do piso, o que deixa algo entre 280 e 320 mm até o tampo, espaço suficiente para a perna e para apoiar o antebraço.

Veja algumas cadeiras do portfólio, com as medidas totais de catálogo, em milímetros:

Modelo Versão Altura Largura Profundidade
Cadeira Urban sem braço 835 495 550
Cadeira Urban com braço com braço 835 570 590
Cadeira Brook sem braço 860 485 510
Cadeira Brook com braço com braço 860 485 510
Cadeira Vogel sem braço 855 495 580
Cadeira Vogel com braço com braço 855 580 570
Cadeira Nimbus sem braço 850 530 560
Cadeira Nimbus com braço com braço 850 560 560
Cadeira Cora sem braço 820 440 500
Cadeira Kobe com braço 840 640 650

O catálogo informa altura total, largura e profundidade. A altura do assento e a altura do braço não aparecem na ficha, e são as duas medidas que você precisa confirmar com a fábrica antes de fechar o pedido, principalmente se a mesa tiver saia ou travessa sob o tampo.

A conta da mesa

Uma forma prática de checar o layout é somar as larguras das cadeiras de um mesmo lado e comparar com o comprimento do tampo, deixando uma folga entre elas. Três Urban sem braço lado a lado somam 1485 mm, e cabem com folga numa mesa de 1600 mm. Três Urban com braço somam 1710 mm, e já pedem um tampo de 1800 mm ou mais.

Na mesa quadrada, a lógica é a mesma. A Mesa de jantar Saloon Quadrada vai de 800 a 1200 mm de lado. Com 800 mm, cada lado recebe uma cadeira sem braço sem aperto, e a mesa funciona bem para dois ou quatro no café. Com cadeiras de braço de 570 mm ou mais, a mesma mesa fica justa, e uma de 900 ou 1000 mm resolve melhor. Para grupos maiores, a Mesa de jantar Foster, de tampo redondo, vai de 900 a 1800 mm de diâmetro.

O detalhe de layout de salão, com circulação entre mesas, está no guia de medidas de mesa e layout de restaurante.

Com braço ou sem braço

A escolha entre cadeira com braço e sem braço é a decisão que mais muda o resultado do salão, e não existe resposta única.

A cadeira sem braço ocupa menos largura, entra inteira sob o tampo quando o salão é arrumado e facilita a vida de quem levanta várias vezes para o buffet. Ela rende mais lugares por metro quadrado, e por isso domina salões de café da manhã.

A cadeira com braço dá apoio para sentar e levantar, segura melhor o corpo numa refeição longa e transmite outro padrão de serviço. Ela costuma aparecer no jantar à la carte, nas salas privativas e nas cabeceiras de mesas grandes.

A solução da família de modelos

Muitos hotéis não escolhem: misturam. O jeito de misturar sem o salão parecer improvisado é usar a mesma família de modelo em versões diferentes. No portfólio da Dall, Urban, Brook, Vogel, Nimbus, Cora, Craft, Cusco, Apache, Meg e Cadenza existem com e sem braço. Algumas famílias têm ainda banqueta, como Brook, Vogel, Nimbus e Meg, e outras têm poltrona, como Cadenza, Bona e Orion.

Isso permite, por exemplo, usar a versão sem braço no salão principal, a versão com braço nas mesas junto à janela, a banqueta no balcão do bar e a poltrona no lounge, tudo no mesmo tingidor e no mesmo tecido. O hóspede percebe um projeto só, e a compra fica concentrada num fornecedor.

Estofado e revestimento: o que aguenta o salão

No restaurante de hotel, o revestimento do assento é a parte que mais sofre. Café, suco, manteiga, protetor solar de quem vem da piscina, roupa molhada. A escolha do tecido é menos questão de gosto e mais questão de rotina de limpeza.

A cartela de tecidos da Dall tem opções impermeabilizadas, identificadas por código. São elas:

Outra rota comum é o courissimo, a linha de revestimento sintético com aparência de couro da Dall, o que no mercado muita gente chama de courino ou corino. Ele tem 14 opções com código nas cartelas B e C, como Courissimo Preto (3003), Courissimo Cinza Fosco (3016) e Courissimo Puma Camel (2030). Há também couro natural em seis tons, mais indicado para salas privativas e restaurantes de jantar.

Seja qual for o caminho, faça um teste simples antes de fechar: pegue a amostra física, aplique o produto que a governança usa no dia a dia e veja o resultado depois de seco. O revestimento que falha nesse teste vai falhar no salão, só que em 200 cadeiras.

Cor clara ou escura

Tecido claro no salão de café da manhã exige troca ou limpeza profunda com mais frequência. Tons médios, como os cinzas, os pratas e os taupes, disfarçam melhor o uso diário. Se o projeto pede cor clara, a opção impermeabilizada reduz o risco, mas não elimina a necessidade de manutenção.

Madeira: tingidor, laca e a luz do salão

A estrutura de madeira recebe tingidor ou laca. O tingidor dá o tom e mantém os veios à vista; a laca cobre a peça com cor lisa ou metalizada. São 10 tingidores, 4 lacas e 6 lacas metalizadas, e as lacas têm opcional fosco (acetinado) ou brilho. Tudo está na página de tingidores e lacas.

No restaurante de hotel, pernas e travessas levam pancada de carrinho de serviço, de aspirador e de mala. Tingidores em tons médios, como Castanho, Amêndoa Clara ou Nogueira, tendem a mostrar menos as marcas do que uma laca branca ou preta lisa, em que qualquer risco aparece.

Um cuidado que pouca gente considera: a orientação da fábrica é não deixar peças nem amostras expostas ao sol ou a luz incandescente que aqueça a madeira, porque o pigmento aquecido oxida e muda de tom. Em salões com fachada de vidro, como muitos restaurantes voltados para piscina ou para a rua, vale prever cortina, película ou um layout que não deixe as mesmas cadeiras no sol direto o dia inteiro.

Na hora de aprovar o tom, a referência é a amostra física, conferida com luz branca, de preferência fria, e longe de flash ou lâmpada incandescente. Aprovar tingidor pela tela do computador é a origem de boa parte das surpresas na entrega.

Quantos lugares e quantas cadeiras comprar

O número de cadeiras não sai do número de apartamentos, e sim do pico do café da manhã. Um caminho de cálculo:

  1. Estime os hóspedes no dia de ocupação cheia: apartamentos multiplicados pela média de hóspedes por apartamento.
  2. Estime quantos deles descem na hora mais cheia. Isso depende do perfil do hotel: executivo concentra cedo, lazer espalha mais.
  3. Divida pelo número de giros que cabem nessa hora, conforme o tempo médio que cada hóspede passa sentado.
  4. Corrija pelo aproveitamento das mesas, porque um casal numa mesa de quatro deixa duas cadeiras vazias.

Um exemplo hipotético: 150 apartamentos, média de 1,6 hóspede, dá 240 hóspedes. Se a hora mais cheia concentrar 100 deles e cada um ficar 30 minutos, são dois giros, ou 50 pessoas sentadas ao mesmo tempo. Com aproveitamento de três em cada quatro cadeiras, o salão precisa de cerca de 67 lugares. As premissas mudam de hotel para hotel; o método continua o mesmo.

A esse número, some as cadeiras de cabeceira e de mesas unidas para grupos e uma pequena reserva do mesmo acabamento. Comprar depois, em outro pedido, obriga a conferir de novo o tom com a amostra, e cadeiras repostas com tom diferente é o que o hóspede nota primeiro.

Booth junto à parede

Uma parte dos lugares pode ir para booth encostado na parede. O Booth Simples tem 870 mm de altura, 670 mm de profundidade e larguras de 1200 ou 1400 mm, e o Booth Duplo, com encosto dos dois lados, tem 1270 mm de profundidade. O booth aproveita bem a faixa junto à parede, reduz o número de cadeiras soltas a arrastar e cria áreas mais reservadas no meio do salão.

O que as obras de hotelaria mostram

Nas obras de hotelaria entregues pela Dall, o restaurante aparece em quase todas, e as fotos registram ambientes de uso bem diferente.

No The Westin São Paulo, as fotos mostram o restaurante do hotel e o salão de café da manhã. No Novotel Botafogo, no Rio, o restaurante do hotel e uma sala privativa de refeições. No Bourbon Business, em Foz do Iguaçu, o restaurante e um salão voltado para a área de piscina. Há ainda o restaurante do Slaviero, em Campo Grande, o restaurante e o bar com mesas altas e banquetas do Recanto Park Iguassu e o salão de café da manhã do Hotel Del Rey. Todas estão em obras entregues.

Cada um desses ambientes puxa a especificação para um lado. A sala privativa recebe refeições longas e reuniões, e é onde a cadeira com braço faz mais sentido. O salão voltado para a piscina recebe hóspede de roupa úmida e com protetor solar, e pede revestimento impermeabilizado e atenção ao sol na madeira. O bar com mesas altas pede banqueta, e a banqueta da mesma família da cadeira do salão mantém o conjunto coerente.

No hotel, a mesma cadeira serve o café apressado das 7h e o jantar demorado das 21h. Especifique para os dois.

Erros comuns na especificação

Escolher a cadeira antes da mesa. A cadeira bonita com braço de 640 mm de largura obriga a trocar todas as mesas ou a perder lugares. Defina mesa e cadeira juntas, no mesmo desenho.

Não conferir a altura do braço. Se o braço bate na borda do tampo, a cadeira não entra sob a mesa, o salão fica bagunçado no fim do turno e a madeira do braço leva pancada todo dia.

Aprovar tecido só pela cor. A amostra que não passou pelo teste de limpeza é aposta. Peça a amostra física e teste com o produto da governança.

Comprar a quantidade exata. Sem reserva, a primeira cadeira quebrada por um hóspede ou danificada no transporte de um evento deixa uma mesa incompleta até a reposição chegar.

Ignorar o sol. Peças junto a fachadas envidraçadas mudam de tom mais rápido que as do fundo do salão. O resultado aparece em meses, não em anos.

Esquecer o prazo. O acabamento é definido no pedido, e pedidos de alto volume podem levar cerca de 60 dias só de produção na Dall. Mudar o tecido depois de fechar o pedido custa tempo. O passo a passo para encaixar isso na data de abertura está no cronograma de compra de mobiliário.

Do restaurante para o resto do hotel

O restaurante raramente é comprado sozinho. O mesmo projeto costuma incluir o lobby e o lounge, com poltronas e mesas de centro, e os móveis do quarto, com poltrona, cadeira de trabalho e mesa de apoio. Especificar tudo a partir das mesmas famílias e da mesma cartela de acabamento simplifica a compra e mantém a identidade entre os ambientes.

A Dall fornece cadeiras, mesas, banquetas, poltronas e booths de madeira para hotéis direto da fábrica, com o acabamento definido pelo projeto. O portfólio completo para o segmento está em móveis para hotéis.

Perguntas frequentes

Qual a melhor cadeira para restaurante de hotel?

É a que equilibra três coisas: largura compatível com a mesa, revestimento que a governança consegue limpar sem estragar e estrutura leve o bastante para ser arrastada dezenas de vezes por turno. Para salões de café da manhã, cadeiras sem braço entre 440 e 500 mm de largura costumam render mais lugares. Para jantar e salas privativas, modelos com braço dão mais conforto em refeições longas.

Qual a altura ideal da cadeira em relação à mesa do restaurante?

A referência usual é assento entre 450 e 480 mm do piso para mesa entre 750 e 780 mm, o que deixa cerca de 280 a 320 mm entre o assento e o tampo. Nessa faixa a perna cabe sob a mesa e o braço apoia sem esforço. Confira também a altura do braço da cadeira contra a borda inferior do tampo, para ela encaixar sob a mesa.

Cadeira de restaurante deve ter braço ou não?

Depende do uso. Sem braço, a cadeira ocupa menos largura, entra inteira sob o tampo e facilita levantar várias vezes no buffet. Com braço, ganha conforto em refeições demoradas e serve melhor salas privativas e jantar à la carte. Muitos hotéis misturam: sem braço no salão principal e com braço nas cabeceiras e nas áreas mais reservadas.

Que tecido usar em cadeira de restaurante de hotel?

Para salão com muito movimento, tecidos impermeabilizados são a escolha mais segura, porque o líquido derramado demora a penetrar e dá tempo de limpar. Revestimentos sintéticos com aparência de couro também são comuns. Antes de fechar, teste a amostra com o produto de limpeza que a equipe de governança realmente usa e veja o resultado depois de seco.

Quantas cadeiras comprar para o restaurante do hotel?

Parta do pico do café da manhã: hóspedes esperados na hora mais cheia, tempo médio de permanência e o aproveitamento real das mesas, que nunca enchem todas as cadeiras. O resultado dá os lugares simultâneos. Some cadeiras extras para cabeceiras, mesas unidas em grupos e uma pequena reserva do mesmo acabamento para reposição.

CadeiraCadeira Urban
CadeiraCadeira Urban com braço
CadeiraCadeira Brook
CadeiraCadeira Vogel
CadeiraCadeira Nimbus com braço
Mesa de jantarMesa de jantar Saloon Quadrada
Mesa de jantarMesa de jantar Foster
BoothBooth Simples
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