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Como vender móveis personalizados: cartela, amostra e conversa

Como vender móveis personalizados na loja: usar a cartela de tingidores, tecidos e couros, conduzir a conversa, conferir nome e código e explicar o prazo.

RevendaPor Dall MóveisLeitura — 12 min

Para vender móveis personalizados na loja, use a cartela como ferramenta de decisão, não como vitrine de cores: entenda o uso antes, reduza as opções a duas ou três, faça o cliente aprovar a amostra física sob a luz certa e escreva no pedido o nome e o código exatos de cada acabamento. Quem domina essa sequência vende mais personalização e erra menos pedido.

O roteiro abaixo serve para qualquer loja que trabalhe com acabamento escolhido pelo cliente. Os exemplos vêm das cartelas da Dall Móveis porque elas têm nome e código publicados, o que permite mostrar onde os erros acontecem com casos reais.

O que é personalização de móveis e o que não é

Personalização, no caso de cadeiras e mesas de fábrica, é escolher o acabamento de um modelo que já existe. O desenho e as medidas são os do catálogo; o que muda é a cor e o revestimento. Na madeira, o cliente escolhe entre tingidor, laca e laca metalizada. No estofado, entre tecido, courissimo e couro natural.

Deixar isso claro no começo evita a pior conversa possível, a do cliente que imaginou outra altura de encosto ou outro formato de pé. A escolha de tamanho existe onde o catálogo indica uma faixa: a Mesa de jantar Cerne, por exemplo, é feita de 1800 a 2600 mm. Fora disso, o que se personaliza é a aparência, e ela já muda bastante o resultado.

Na foto de capa, a Cadeira Alva aparece com assento e encosto estofados em tecido. A mesma cadeira, em outro tecido ou em courissimo, com a madeira em outro tingidor, vira outra peça na sala do cliente. É isso que o vendedor precisa fazer o cliente enxergar.

Para a loja, a personalização também resolve um problema de espaço e de estoque. Em vez de expor a mesma cadeira em cinco cores, ela expõe uma, mostra a cartela ao lado e vende a peça no acabamento que o cliente escolheu. O salão fica com mais modelos diferentes, e o cliente que não achou a cor que queria no mostruário não sai da loja por causa disso. A condição é que a equipe saiba conduzir a escolha, e é disso que trata o resto deste guia.

O que existe numa cartela de personalização

Antes de vender, o vendedor precisa conhecer a cartela melhor do que o cliente. A tabela resume as opções de personalização da Dall e mostra como cada uma é identificada no pedido.

Grupo Opções Como entra no pedido Observação
Tingidores 10: Natural, Ash, Castanho, Amêndoa Clara, Castanho Escuro, Amêndoa Escura, Conhaque, Machiatto, Nogueira, Tabaco Pelo nome Dá o tom e mantém os veios à vista
Lacas 4: Fendi, Branca, Cinza, Preta Nome + fosca (acetinada) ou brilho Cobre a peça com cor lisa
Lacas metalizadas 6: Champagne, Ouro, Cobre, Rosé, Bronze, Grafite Pelo nome Cor lisa com efeito metálico
Linhos 21, nas cartelas A, B e C Nome + código Alguns impermeabilizados; Brisa e Aura são indoor/outdoor
Chenilles 4, na cartela B Nome + código Cru, Caqui, Mostarda e Grafite
Courissimo 14, nas cartelas B e C Nome + código Sintético com aparência de couro
Couro natural 6 tons Pelo nome do tom Couro legítimo

As letras das cartelas de tecido e courissimo servem para organizar as amostras. Não as use para dizer ao cliente que uma opção é melhor do que outra, porque a cartela não diz isso.

Um ponto que gera confusão no balcão: courissimo é o nome da linha de revestimento sintético da Dall, o tipo de material que o mercado chama de courino, corino ou couro sintético. Não é couro legítimo, e o vendedor deve dizer isso com todas as letras. As duas cartelas ficam em páginas separadas, a de courissimo e a de couro natural, justamente para não haver confusão. A comparação completa entre os dois está no guia couro natural ou courissimo.

Como conduzir a conversa de personalização

A ordem da conversa decide se ela termina em pedido ou em “vou pensar”. O caminho que funciona vai do uso para a cor, nunca o contrário.

  1. Comece pelo uso. Quem senta à mesa todo dia, se há criança pequena ou animal em casa, se a sala recebe sol, se a cadeira vai para uma varanda coberta. Essas respostas cortam metade da cartela antes de abri-la.
  2. Feche modelo e medida. Só depois de o cliente ter escolhido a cadeira e o tamanho da mesa vale falar de cor. Acabamento escolhido antes do modelo costuma ser refeito.
  3. Defina a madeira. Tingidor mantém o veio aparente; laca cobre com cor lisa; laca metalizada funciona melhor como destaque. As diferenças estão no guia tingidor, laca ou laca metalizada.
  4. Defina o estofado. Tecido, courissimo ou couro natural, a partir do uso que o cliente descreveu no primeiro passo.
  5. Reduza a três. Separe duas ou três combinações e guarde o resto da cartela. O cliente decide comparando, e comparar sessenta amostras não é possível.
  6. Aprove com a amostra física, na luz certa, como explicado mais abaixo.
  7. Escreva o pedido com o cliente ao lado, lendo em voz alta cada nome e cada código.

Os primeiros passos também são o momento de mostrar a família inteira. A Bona existe como Cadeira Bona, Bona Madeirada (com encosto de madeira) e Bona Estofada, todas com 820 x 470 x 550 mm. A Urban tem versão sem braço, com 495 mm de largura, e Cadeira Urban com braço, com 570 mm. Escolher a versão certa é parte da personalização, e ela vem antes da cor.

A cartela como ferramenta de venda

A cartela vende quando o vendedor já chega com ela filtrada. Algumas lojas montam pequenos conjuntos prontos, por perfil de cliente, e mantêm a cartela completa à mão só para quem quer explorar. Três filtros resolvem a maior parte dos atendimentos.

Casa com criança ou uso intenso. Os tecidos impermeabilizados dão tempo de tirar o líquido derramado antes de ele penetrar. Na cartela da Dall, são impermeabilizados o Linho Urano Chumbo (1090) e o Urano Bege (1092), o Linho Notte Cinza (2051), Notte Prata (2052) e Notte Pistache (2053), além das linhas Brisa e Aura. Muitos clientes nesse perfil também preferem courissimo pela limpeza com pano.

Varanda coberta e área de lazer. Os linhos Brisa (3017 a 3019) e Aura (3020 a 3023) são indoor/outdoor e impermeabilizados. Lembre que a indicação se refere ao tecido; para colocar a peça inteira em área externa, confirme com a fábrica se o modelo e o acabamento da madeira servem para aquele lugar.

Sala para receber. Chenilles, couro natural e lacas com brilho costumam entrar nessa conversa, em que o cliente pensa mais na aparência do conjunto do que na rotina de limpeza.

Em todos os casos, o filtro é do vendedor e é sugestão, não regra. O cliente que sabe o que quer pula direto para a amostra.

Para montar esses conjuntos, conheça as opções de cada grupo pela página de tecidos com nome e código e treine a equipe com elas. Um vendedor novo que sabe dizer quais tecidos são impermeabilizados e quais são indoor/outdoor já resolve a dúvida mais frequente do balcão sem precisar consultar ninguém.

Conferir o tom: a amostra física manda

Nenhuma foto substitui a amostra. Câmera, tela e luz do ambiente alteram a cor, e duas pessoas olhando a mesma foto em celulares diferentes enxergam tons diferentes. Foto no WhatsApp serve para lembrar o que foi conversado, não para aprovar.

A orientação da fábrica para conferir o tom dos tingidores e lacas tem três passos:

Vale ter na loja um ponto de conferência com essa luz, longe dos spots quentes que valorizam o salão mas distorcem o tom. Também vale avisar o cliente de que a madeira é material natural: o desenho do veio muda de uma peça para outra, e a amostra mostra o tom, não o desenho exato do veio que ele vai receber.

As amostras precisam do mesmo cuidado das peças. Elas não devem ficar ao sol nem sob luz incandescente que aqueça a madeira, porque o pigmento aquecido oxida e muda de tom. Depois do atendimento, guarde a amostra longe da luz. Uma amostra que mudou de tom na vitrine leva o cliente a aprovar uma cor que a fábrica não vai entregar.

Quando o cliente quer levar a amostra para casa

É um pedido comum, e faz sentido: a luz da sala dele é diferente da luz da loja, e o tecido precisa conversar com o piso e com as paredes que ele já tem. Se a loja empresta, registre o que saiu, com nome e código, e combine a devolução. Oriente o cliente a olhar a amostra perto do lugar onde a mesa vai ficar, de dia, longe de janela com sol direto, e a não deixá-la no parapeito. Amostra que volta desbotada precisa ser trocada antes do próximo atendimento.

Nome e código: como evitar erro de pedido

Personalização se vende com a amostra na mão e se fecha com o nome e o código escritos no pedido.

A maior parte dos erros de pedido não é de cor parecida, é de nome parecido. Nas cartelas da Dall, várias palavras se repetem em grupos diferentes, e escrever só a palavra pode virar outra opção. Os casos abaixo são reais.

Palavra que se repete Opções diferentes com ela O que escrever
Cru Linho Cru (2011) e Chenille Cru (2007) Tipo de tecido + código
Fendi Laca Fendi (madeira) e Courissimo Fendi (2016) Grupo + nome, e o código no courissimo
Camurça Couro Camurça (natural) e Courissimo Camurça (3012) “Couro natural” ou “courissimo” por extenso
Preto Laca Preta, Courissimo Preto (3003), Courissimo Puma Preto (2032), Couro Preto Grupo, nome completo e código
Conhaque Tingidor Conhaque e Linho Conhaque (2013) “Tingidor” ou “linho” + código
Chumbo Linho Saturno Chumbo (1051), Urano Chumbo (1090), Brisa Chumbo (3018) Nome da linha + código
Camel Courissimo Puma Camel (2030) e Camel Fosco (3013) Nome completo + código

O mesmo vale para o modelo. Cadeira Bona, Bona Madeirada e Bona Estofada são três itens; Urban, Urban com braço, Urban Giratória e Urban Giratória com braço são quatro. Escreva o nome completo, como aparece no catálogo.

Uma linha de pedido bem escrita tem esta forma: “Cadeira Bona Estofada, 8 unidades. Madeira: tingidor (nome). Estofado: (grupo, nome e código)”. Na mesa: “Mesa de jantar Cerne, medida escolhida dentro da faixa de 1800 a 2600 mm. Madeira: laca (nome), fosca acetinada”. A opção fosca ou brilho existe nas lacas e precisa estar escrita; ela muda o resultado tanto quanto a cor.

Se o cliente quer revestimentos diferentes em partes da mesma peça, ou uma combinação fora do comum, confirme antes com a fábrica. As combinações possíveis para cada peça são confirmadas no orçamento. No fim, leia o pedido em voz alta, peça ao cliente que confira cada linha e guarde a assinatura dele junto com a foto das amostras escolhidas.

Prazo: como explicar sem prometer o que não depende da loja

Peça personalizada não sai do estoque, e o cliente precisa ouvir isso antes de fechar. O prazo de produção depende do volume do pedido. Na Dall, pedido pequeno sai mais rápido, e pedido de alto volume pode levar cerca de 60 dias de produção. A esse prazo a loja soma o próprio tempo de transporte, montagem e entrega.

Três hábitos evitam o problema mais comum, que é a data prometida no balcão e não cumprida:

O cliente aceita esperar por uma peça feita no acabamento dele. O que ele não aceita é descobrir a espera depois de pagar.

Erros que derrubam a venda de personalização

Alguns erros aparecem em lojas de todo tamanho:

Para a personalização vender sozinha, ela também precisa estar à vista no salão: a mesma cadeira em dois acabamentos, a cartela perto do ambiente montado e um ponto de luz branca fria para conferir o tom. Como organizar isso no espaço da loja está no guia como expor móveis na loja. E, na entrega, vale passar ao cliente os cuidados do guia como cuidar de móveis de madeira, que valem para tingidor, laca, tecido e couro.

A Dall Móveis entrega aos lojistas as cartelas de tingidores, lacas, tecidos e couros com nome e código, além de catálogo e blocos 3D. O material e o portfólio estão na página de revenda para lojistas.

Perguntas frequentes

Como apresentar a cartela de cores para o cliente na loja?

Não abra a cartela inteira na mesa. Pergunte primeiro como o móvel vai ser usado, feche modelo e medida e só então separe duas ou três opções de madeira e de estofado que façam sentido para aquela casa. O cliente compara melhor três amostras do que sessenta, e a decisão sai na mesma visita em vez de ficar para depois.

Posso aprovar o tom do móvel por foto no WhatsApp?

Não é recomendável. Câmera, tela e luz do ambiente alteram a cor, e duas pessoas vendo a mesma foto em celulares diferentes enxergam tons diferentes. A foto serve para lembrar o que foi conversado. A aprovação deve ser feita com a amostra física, sob luz branca fria vinda de cima, com os veios no mesmo sentido da peça comparada.

Qual a diferença entre courissimo, courino e couro sintético?

Courissimo é o nome da linha de revestimento sintético com aparência de couro da Dall Móveis. É o tipo de material que o mercado costuma chamar de courino, corino ou couro sintético, e não é couro legítimo. Para quem quer couro de verdade, a fábrica tem outra linha, de couro natural, escolhida pelo nome do tom e não por código.

Qual o prazo de entrega de um móvel personalizado?

Depende do volume do pedido e de quem produz. Na Dall, pedido pequeno sai mais rápido, e pedido de alto volume pode levar cerca de 60 dias de produção. Ao prazo da fábrica a loja soma o seu próprio tempo de transporte, montagem e entrega. O mais seguro é confirmar o prazo com a fábrica antes de passar uma data ao cliente.

O que precisa constar no pedido de um móvel personalizado?

O nome exato do modelo com a variação, a medida escolhida quando o modelo tem faixa de tamanhos, a quantidade, o tingidor ou a laca com a opção fosca ou brilho, o tecido ou o courissimo com nome e código, ou o tom do couro natural, e a parte da peça que recebe cada revestimento. O cliente confere e assina.

CadeiraCadeira Alva
Mesa de jantarMesa de jantar Cerne
CadeiraCadeira Bona
CadeiraCadeira Bona Madeirada
CadeiraCadeira Bona Estofada
CadeiraCadeira Urban
CadeiraCadeira Urban com braço
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